Diocese de Campos -RJ

  
 
 
 
 


 

 

Precisamos de Santos


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".


(João Paulo II)
 
     


Ao reler essas palavras do nosso saudoso João Paulo II, parei para meditar, e percebi que as características dos santos dos tempos de hoje são proporcionais e diretamente relacionadas à toda a história da Igreja. Porém atualizadas, é claro! São os mesmos frutos do Espírito citados por São Paulo na carta aos gálatas e é o mesmo modo de viver dos primeiros discípulos. Eles viviam assim, contentes, inseridos no meio do povo, participavam das festas, brincavam com os amigos, enquanto davam testemunho pelo seu proceder entre as pessoas. Portanto, seremos cada vez mais testemunhas do Senhor Jesus quanto mais soubermos equilibrar as coisas. João Paulo II diz que precisamos ser "normais". Cheios de Deus, porém sociáveis. E isso é fundamental, porque pessoas normais são evangelizadas por pessoas normais. Devemos perder o medo de " saborear as coisas puras e boas do mundo", pois do contrário não conseguiremos conciliar a espiritualidade com a profissão, nem o chamado de Deus com o lazer e a cultura. Jesus disse: "Pai, não te peço que os tire do mundo, mas sim que os preserves do mal". Se pusemos nossa esperança no Deus vivo, se tivemos uma experiência com o ressucitado, essa é a hora de transbordar a unção, o amor e a presença do Deus vivo. Peço a Deus que nesse DNJ manifeste a sua presença viva no meio de nós, pois é nela que colocamos nossa esperança.
 

Ramon Mello.

 
 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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